quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sobre homens e deuses


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Acima de todas as coisas do mundo devemos reconhecer que existem mais de seis bilhões de cabeças pensantes no mundo. Quem define o que é certo? Quem define a verdade?
Alguns acreditam que podem definir o que é a verdade. E outros tantos acreditam nelas. Ainda assim são muitos os grupos de crenças. Ainda maior é a quantidade de crenças, pois em cada grupo não há homogeneidade. Ela é apenas “aparente”, mas ainda assim as pessoas acreditam nela.
No meio desse contexto podemos perguntar: quem é Deus?
Existem muitas versões dele. Contam-se muitas histórias a respeito de grandes feitos dessas entidades. Cada povo tem suas crenças. Cada pessoa acredita nelas de seu jeito. Se todos, ou pelo menos muitos, tivessem consciência disso o mundo seria um lugar muito melhor.
E é isso que falta no mundo: consciência!
Essas podem ser palavras de um homem sem humildade nenhuma. Falam que os estudiosos do mundo são muito prepotentes. Eles acreditam que são melhores que as outras pessoas. Acreditam que conhecem o mundo melhor que os outros e que todos eles deveriam se render a suas verdades, pois o mundo seria melhor assim. É, talvez eu seja uma dessas pessoas.
Contraditório? Questione-me!
A pior parte disso é que eu sei quantas pessoas são iguais a mim. Sei quantos querem ser os donos da verdade. Alguns com bem mais sucesso que outro, é verdade, mas todos iguais. Eles desconhecem os fatos que eu conheço: que não sabem de nada.
Eu me considero um dono da verdade. Da minha verdade. Sei que ela não é a única, não é a certa, não é a errada. Sei que sou tudo, que sou meu universo. E sei que não sou nada, que meu universo é só meu, que ele pode, ou não, influenciar o universo dos outros.
“Bem aventurados os que estão em paz com suas consciências.” Essa deveria ser a maior das bem-aventuranças. De que adianta ser “feliz” com a consciência pesada? De que adianta ser “triste” com a consciência livre?
Gostaria de gritar para a humanidade a fórmula para a felicidade. Mas sei que ela só serve para mim, para o meu universo. E se eu descobri não foi porque me esforcei. Nem porque orei. Não pedi nada a ninguém. Eu vivi. Os exemplos que eu vi já me servem, já vi muita coisa nessa vida, disso eu tenho certeza.
Eu tive que escolher!
Só me falta ter FÉ EM MIM mesmo.
Que pena que sou um pensador solitário. Todos se entregaram às suas paixões. Uns se entregaram livremente. Uns dominados por mentes mais espertas, outros foram espertos o suficientes e se deixaram dominar. Muitos acreditam piamente no que ouvem. Aqueles que questionam são separadas, criam intrigas, matam...
... ou morrem. Mas vão felizes.
Que pena que sou um pensador solitário. Todos se entregaram às suas paixões...