terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Exercício de paciência

Já fui um cara muito religioso. Adorava viver cheio de regras morais pra seguir e ter um deus para dar satisfação de tudo o que eu fazia. Era um conforto imenso saber que eu não tinha culpa de nada de errado que eu fazia. Era um simples mortal a mercê de forças divinas e demoníacas contra as quais eu nada podia fazer. (Talvez você não axe isso mas pense só um pouquinho nas desculpas que os "religiosos" inventam para seus erros que você vai ver...).
Com um tempo isso passou a não me servir mais. Passei a não sentir tanto por ofender ao ser supremo. Sentia muito mais se magoasse alguém mais próximo. Real. Descobri a principal virtude do seu humano: a paciência.
Existem outras 6 bilhões de pessoas na face da terra. Será que alguém ainda pode se axar dono da verdade? Como disse Richard Morris em seu livro "Uma breve história do infinito" (não terminei de ler ainda mas recomendo):

"Só poderemos ter a certeza de que ao Homo Sapiens
não será dada a possibilidade de presenciar o desenrolar do drama,
pois a ele ficou atribuída a tarefa de desvendar esse mistério
(a história do universo) a partir de um conhecimento
por ele mesmo inventado" p.8
Ou seja, todo o conhecimento do mundo não pode servir pra justificar quase nada. Todo ele é apenas uma invenção do ser humano. Sobre o universo e sua história, sobre vida após a morte, sobre deus, ninguém pode afirmar nada. Nós criamos todo esse conhecimento (só pra ressaltar: o científico tanbém) para satisfazer a nossa necessidade institiva de saber; de querer Ser humano.
O que importa é a pessoa que está ao meu lado, que pode ter uma idéia diferente da minha, mas tem uma idéia e por isso é digna de ter uma vida. É a ela que devo satisfações de tudo que eu falo se aqui lo for influenciá-la de qualquer forma. E vai, pode ter certeza. E para lidar com ela a paciência é essencial.
Paciência para ouvir suas idéias e, se necessário, aceitá-las.
Paciência para ouvir suas idéias e, se necessário, modificá-las.
Paciência para ouvir suas idéias e, se necessário, suportá-las.
Pois às vezes não sabemos o que a levou a pensar aquilo.
E sabemos muito menos das suas reais necessidades naquele momento.
E que as vezes podemos suprir.
Faça exercícios de paciência. O meu eu estou fazendo nesse momento: interagindo com meu "velho" PC. Ô bixo lerdo. Há meia hora estava tentando imprimir um trabalho da faculdade para depois postar alguma coisa no blog. Que eu ainda ia pensar. Ele travou, reinicou, apitou. Há dois anos ele era tudo. Mas agora... Mas consegui imprimir meu trabalho.
É simples a analogia: tenha paciência com as pessoas, elas são maravilhosas de conhecer. Esqueça os conceitos de bem e mal, também são criação do ser humano: são defeituosos.
Só não esqueça do seu "próximo" (adoro essa palavra). Ele também pensa, também sente e também vive. Procure seu exercício e nunca esqueça: não ligue para o que eu digo. Pense, discuta...
...VIVA!!

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